http://48hs.wordpress.com/

A exposição que chamamos 48 horas surgiu a partir de uma reunião na casa da artista Flávia Vivacqua, que nos propôs ocuparmos uma casa que estava desocupada no Bairro do Cambuci aqui em São Paulo. Era e foi uma idéia que de imediato contaminou todos nós que aderimos imediatamente à realização do projeto. Cada um de nós deveria convidar um outro artista para participar da exposição. Marcamos uma reunião para conhecer a casa, que é linda, e passamos a investigar o local com uma curiosidade infantil, desvendando seus espaços, seus esconderijos. Depois de conseguirmos nos orientar e entender o espaço que nos era oferecido, cada um, a seu modo, se apropriou de um pedaço dele, transformando-o, animando, habitando, preenchendo a casa com idéias e sensações. Porque o que ficou na minha memória foi exatamente isso, a sensação de estar num local mágico e interessante, um lugar nosso, território livre. E foram 48 horas de trabalho prazeroso, prazer em estar ali conversando, trocando idéias, mostrando o trabalho, recebendo pessoas. Uma grande brincadeira, séria como toda boa brincadeira. E tudo transcorreu tranqüilamente, com um carnaval no meio, tempo apertado, mas sem correria, as obras foram sendo colocadas. A casa foi se modificando. Eu que não sou supersticiosa acho que os deuses estavam a nosso favor. Foi uma experiência única, creio que difícil de ser repetida, e acho também que nem deve, que venham diferentes lugares e diferentes sensações que venha o 48horas/2 com suas novidades.

 Por Thereza Salazar

Escrito em 2002

 

A exposição 48 horas nasceu da decisão de um grupo de artistas de apresentar os seus trabalhos em uma ocupação curta e intensa de um espaço comum não curatorial em que cada um teria a liberdade de dialogar com o próprio espaço e com os demais trabalhos. Isto ocorreu por iniciativa da artista Flavia Vivacqua que disponibilizou para o grupo uma casa de propriedade de  sua família no bairro do Cambuci em São Paulo, em 2002.

O conceito de uma exposição pontual, intensa e contínua de 48horas imediatamente contagiou os artistas que se deram as mãos para a sua realização como numa vigília em prol de uma expressão artística coletiva.

Por Fulvia Molina

Escrito em 2012

Quais artistas participam dessa edição do projeto?

Anabela Santos, Eduardo Verderame, João Carlos de Souza, Julieta Machado, Flavia
Vivacqua, Fúlvia Molina, Letícia Rita, Mauro de Souza, Moisés Zandonade (in memoria)
e Thereza Salazar.

Quem posso denominar como organizadores do projeto ou como porta-vozes?

Organizadora: Flavia Vivacqua
Porta Vozes: Fulvia Molina, João Carlos de Souza, Leticia Rita e Thereza Salazar.

Qual o objetivo do 48 horas nessa edição de 2012?

Indo em um sentido diferente da primeira edição, onde a experimentação do trabalho
artístico e do espaço expositivo eram o pensamento principal, a 2ª edição trata-se de
uma celebração pelo aniversario que data uma década, com a vontade de compartilhar
com o publico essas trajetórias, ao reunir os artistas para trocarem suas experiências e
experimentações artística e exporem suas obras atuais.

Qual a sensação de reunir novamente estes artistas 10 anos depois?

Talvez a primeira sensação seja a de curiosidade em conhecer o trajeto de todos nos
últimos anos. Está sendo muito produtivo, além de ser muito satisfatório ver um
projeto dando continuidade. Há abertura, alegria, empolgação, o resgate da memoria
comum.

Há uma linha condutora, um eixo temático para as obras selecionadas para a
exposição?

Não, a exposição não pretende uma curadoria e sim um encontro de artistas e seus
trabalhos.

A primeira edição foi realizada fora do espaço de uma galeria de arte. No que
o fato de estar dentro de uma galeria interfere e soma ao 48 horas?

A idéia inicial era buscar um imóvel desocupado e assim ocupá-lo com arte,
como foi em 2002. Mas conforme fomos atrás desse local, surgiu a possibilidade de
realizá-la na Galeria Smith, cuja oferta foi prontamente aceita pelo grupo em vista do
conceito da galeria de apresentar trabalhos de artistas que estão descortinando um
novo olhar do mundo contemporâneo… O 48 horas é uma experiência de vivência,
onde nesses dois dias ininterruptos de exposição haverá muita troca, tanto entre
os artistas como com o público e essa experiência não muda pelo fato da exposição
ser numa galeria, que além de toda estrutura concedida e o agenciamento pontual
para a venda das obras que estarão expostas, nos deixa a vontade para realizarmos
a exposição exatamente como desejamos. Como diz o texto escrito em 2002 por
Thereza Salazar e que sempre foi um desejo de todos que participamos: ‘que venham
diferentes

Quais diferenças principais vocês poderiam apontar entre a edição atual e a
de 10 anos atrás?

Além das diferenças já citadas, outras só poderão ser realmente apontadas quando
essa edição de celebração terminar e pudermos fazer uma comparação entre as duas.
Mas certamente, podemos já contar com o aprofundamento das pesquisas e do fazer
arte, que uma década pode nos proporcionar.

na imprensa:

http://blogconexaocult.wordpress.com/2012/01/31/

http://tcmagazine.wordpress.com/

http://www.saraivaconteudo.com.br/Noticias/Post/43996

http://gabinetedecuriosidades.blogspot.com/2012/02/48-horas-48-hours.html

http://www.select.art.br/article/da_hora/48-horas

http://www.radar55.com/noticia/sao_paulo/arte_e_cultura/48_horas_de_arte/8532.html

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/

http://catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=5806

http://www.autvis.org.br/agenda/view/id/665

http://monicabarbosa.com.br/?p=12748

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igrejas destruídas na exposição 48 horas

igrejas em ruínas, serigrafia

igrejas em ruínas, desenhos

56 igrejas destruídas, porta retrato digital

33 igrejas em ruínas, ampliação fotográfica sobre polistireno

detalhe

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igreja velha de Canudos

igreja nova de Canudos

igreja do engenho Novo, Cabo, PE

igreja do engenho Pavão, Cabo, PE

igreja do engenho Trapiche, Cabo, PE

Capela de São Brás, Cabo, PE


1 Response to “48 horas, 10 anos depois”



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