…da criação da destruição…, 2003, galeria SESC Avenida Paulista

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Entre um lapso de tempo, quase mais rápido que abrir e reabrir os olhos, existem as elipses, que nos surgem aos olhos como percepção em extensão expansão.

Brechas entreabertas como aberturas rupturas, pura passagem de um lugar a outro, quaisquer. Seja o meu ou o teu. Qual queres? De um lado ou do outro, podemos estar, assim que pudermos atravessar a travessia.

Seja de um lugar que reside na lembrança de um passado ou no sonho de um futuro; ou de outro lugar que reside no sonho de um passado ou na lembrança de um futuro. Tanto faz, indo de lá para cá ou de cá para lá, nessa eterna passagem de um lugar para outro.

Nas nossas pequenas grandes passagens quotidianas ou nas nossas grandes pequenas passagens seculares.

Reverberam, as elipses, na intensidade do intervalo, por serem apenas perceptíveis nesses átimos, fazendo-nos perceber, se tanto, ou vislumbrar, abismados, as profundezas abissais ou as distâncias constelares desses outros lugares (des)semelhantes que estamos separados contíguos. Por quanto tempo?

Tudo, ou quase tudo aqui, está no que se vê ou no que se acha que se entrevê, na percepção visão dos fenômenos.

As listras, os buracos, os pratos, tudo está sob a ótica do movimento deslocamento.

É através do movimento deslocamento das coisas inerentes às listras, aos buracos e aos pratos, que se faz perceber que dentro delas pulsa latente exatamente o movimento deslocamento.

Das frases circulares a sensação contínua de repetição, assim como dos círculos listrados. Já das listras circulares e das fendas aberturas rupturas retêm-se a idéia de continuum na extensão expansão ininterrupta infinita.

As listras circulares e os círculos listrados se apropriam do espaço, movimentando-o inteiro no deslocamento de si mesmo. Tudo começa a flutuar no ar voar, numa dança contínua entre espaço, listras, círculos, espectadores. Em várias ordens e em ordens inversas. Com outros passos, outros espaços. Dimensões.

Aqui, ali, acolá, outro lugar, de um para outro, vamos, voltamos, enquanto ainda estamos em qualquer lugar possível.

(Érica Zíngano)

I

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II

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III

 

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8

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HOJE-NÃO-AMANHÃ-SERÁ

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DO AMOR E DA LEMBRANCA

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3 Responses to “…da criação da destruição…”


  1. 1 Guy Blissett
    julho 5, 2009 às 6:03 pm

    ‘da criação da destruição” – eu gosto desses temas modestos, intimistas…😛

    bacana, abraço


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